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26/02/2019 15:49

Tratamento precoce do AVC pode salvar vidas sem deixar sequelas

Tratamento precoce do AVC pode salvar vidas sem deixar sequelas

O tempo é fundamental para a eficácia no atendimento do acidente vascular cerebral (AVC), segunda maior causa de morte no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Na Santa Casa de Presidente Prudente só no ano passado foram realizados 412 atendimentos da doença.  A identificação rápida dos sintomas é muito importante para o diagnóstico e o tratamento adequado, além de redução de incapacidades.

 A aposentada Solange Maria Nogueira de 54 anos, sofreu há um mês um AVC isquêmico que ocorreu devido a falta de sangue em uma determinada área do cérebro, ocasionada pela obstrução de uma artéria. Solange percebeu os sintomas e procurou atendimento. “Senti uma fraqueza, estava tomando café da manhã com minha mãe, acabei derrubando um copo, também perdi o controle motor das pernas”, afirmou. Como já tinha passado pelo mesmo problema há oito anos, a filha solicitou o serviço de emergência para o encaminhamento imediato ao hospital. Segundo o neurorradiologista intervencionista Leandro Kefalás Barbosa,  o tempo entre o começo dos sintomas e o atendimento inicial faz toda a diferença. “O ideal é que o paciente chegue no hospital após os sintomas iniciais, assim o paciente tem uma chance muito maior de evitar sequelas”, frisou.   Foi o que aconteceu com a aposentada Solange, na Santa Casa ela passou por um procedimento chamado de trombectomia mecânica que permitiu a retirada de um coágulo do cérebro. O atendimento foi realizado pela equipe de neurologia e radiologia intervencionista da Santa Casa com a participação dos médicos Eduardo Balizardo, Leonardo Kefalás Barbosa e Paulo André Ferrari.  

De acordo com neurorradiologista Kefalás, para o sucesso do atendimento também são essenciais equipamentos e profissionais preparados. A Santa Casa de Presidente Prudente possui um protocolo específico de atendimento nos casos de AVC. O paciente é avaliado pela equipe de enfermagem e médica, depois encaminhado para realização de tomografia computadorizada. Em seguida,  o neurologista  é acionado e determina o melhor tratamento. Dependendo do tempo da evolução e da área afetada  utiliza-se uma medicação para dissolver o coágulo. Caso a área seja extensa,  há a possibilidade da realização de trombectomia mecânica, com a inserção de um cateter pela virilha e a passagem de um dispositivo através do trombo para essa retirada,  liberando o fluxo.

Cada minuto é importante, pois quanto mais tempo entre o surgimento dos sintomas e o início do tratamento adequado maior a lesão no cérebro. Por isso, as pessoas precisam ficar atentas aos sintomas como fraqueza ou formigamento em um lado do corpo, boca torta e alterações na fala, que também podem incluir dor de cabeça extremamente forte, perda súbita de visão e tontura. “Ninguém tá livre de ter um AVC, ainda bem que percebei a tempo, não fiquei com sequelas”, frisou a aposentada Solange.