18 3901 8000

Notícia

Início » Notícia

28/04/2019 21:11

Santa Casa realiza 3ª captação de órgãos para transplantes em 15 dias

Santa Casa realiza 3ª captação de órgãos para transplantes em 15 dias

A Santa Casa de Presidente Prudente realizou no sábado (27) a terceira captação de múltiplos órgãos em 15 dias. Desta vez o doador foi um homem de 44 anos que teve um traumatismo crânio-encefálico grave em decorrência de uma queda. Ele estava internado na UTI Coronariana da instituição.

 

A captação dos rins foi realizada pela equipe de transplantes e captação da Santa Casa. “Para o reimplante dos rins temos até 48 horas após essa captação”, explicou o urologista Matheus Rodrigues. Os rins e as córneas foram encaminhados para Organização de Procura de Órgãos (OPO) de Marília,  que após o exame de compatibilidade,  faz a distribuição de acordo com a fila de espera. Os ossos foram captados por uma equipe de um banco de tecido ósseo de Marília. Mais de cinco pessoas serão beneficiadas com a doação.

 

Essa foi a terceira captação do mês na Santa Casa de Presidente Prudente. No dia 13, foram captados córneas, fígado e rins de uma mulher de 50 anos que teve um acidente vascular cerebral hemorrágico (AVCH). No último dia 24, o doador foi um homem de 57 anos que também morreu de AVC hemorrágico, foram captados fígado e rins. No total, oito  pessoas que esperam por um transplante foram beneficiadas.

 

De acordo com o médico coordenador da Comissão Intra-Hospitalar de Transplantes da instituição, Carlos Eduardo Bosso  vários fatores contribuíram para as três captações no período de 15 dias. “Tivemos um aumento na chegada de casos neurológicos graves encaminhados pelo sistema Cross. Além disso, quando há um caso de doação  com a circulação de informações acaba incentivando e dando segurança para outras famílias aceitarem a doação”, afirmou. De acordo com Bosso,  o maior desafio das equipes de captações ainda é a negativa dos familiares. Mais da metade recusa a doar órgão de um parente com morte cerebral. “É importante que as famílias conversem sobre o assunto. A pessoa deve expressar em vida o desejo de ser um doador”, finalizou.

(Valéria Garbullio/jornalista)